31 de janeiro de 2010

Cansei!

Eu não me importo mais se você diz sim ou não.
Não me importo se quer ir ou ficar.
Cansei de me preocupar, de vigiar; de cuidar do que não me pertence.
Talvez seja o costume, e eu sei que você gosta. Gosta que eu esteja sempre no seu pé.
Eu preso.
Você livre.
Virei seu estepe. Cansei de ser estepe, de ficar no banco; de ser o último a ser escolhido sempre!
Você me taxa de passado negro, fura meu coração e roda a faca.
E eu deixo. Deixo só pra ter você perto de mim.
Cansei!

Eu não sinto mais a falta dos teus telefonemas; não sinto falta da sua presença.
Cansei de ficar ouvindo você se julgar superior e mais experiente. Você sempre foi mais inconstante, nunca soube o que quis.

De onde eu te tirei, do mundo que eu te salvei... Isso você não conta, esconde. A parte boa foi só você quem fez, foi só você quem me moldou; só você tinha algo pra dar.
Mentira!

Sua sorte é a minha paciência, o meu amor, o meu afeto.
Eu sempre voltei atrás, pedi desculpas que não eram minhas, assumi atos que nunca cometi.
Pra você a minha paciência acabou, o amor se esgotou; o afeto sumiu.

Qual era o combinado?
Ah, sermos amigos.
Mas amigo é diferente de colega. Amigo conta suas confidências, divide experiências, pede conselhos, um ajuda o outro.
Você quer que eu seja seu amigo sendo minha colega.

Esse tempo todo eu venho empurrando com a barriga essa amizade furada.
Mas cansei.
O mundo não gira ao seu redor, e o meu único lamento é ter demorado tanto tempo pra perceber.

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