8 de maio de 2010

Acorde

Ei, você! O que acha de só por hoje ser um pouco menos egoísta?
O que acha de só por hoje pensar um pouco menos em você?
Só por hoje, pense um pouco nos outros. Seja um pouco menos consumista.
Tenha consciência. O mundo não suporta mais a presença do ser humano.
Seja menos egoísta com a natureza. Pense no mal que você faz a ela comprando determinados tipos de produtos, que você sabe quais são.
A minha vontade é de gritar, é de rasgar o peito, é de usar a força para abrir a mente dos jovens. Não que eu seja superior, sou o mais fraco. Mas não quero ser conformista, eu quero fazer diferente. Fazer o mundo ter um caminho diferente. Está tudo aí, tudo explicito; por quê diabos não fazemos nada?!!!
Vamos ficar aqui sentados esperando tudo explodir?
Vamos ficar aqui olhando os ricos ficando mais ricos a nosso custo?
A política apodrecendo cada vez mais? Ficar olhando homens enriquecer com a guerra?
Eles querem nos controlar, é isso que eles querem de nós, que sejamos seres alienados; seres que acreditam na caixa que está na sala de estar. Seres estúpidos, sem cultura, com pouca educação e achando tudo normal.
Não é isso o que eu quero. Eu quero justiça. Quero a verdade! E para isso acontecer, eu preciso tomar uma posição. Preciso ter uma postura diferente; uma atitude diferente.
O mundo de amanhã será o meu mundo! Será o nosso mundo! E eu não quero um mundo podre, consumista, estúpido e alienado. Precisamos fazer a diferença. Precisamos mostrar a eles que sabemos o que acontece e não vamos deixar continuar desse jeito. Precisamos mudar.
AGORA!

23 de abril de 2010

Me empresta um par de meias?



Muitos me julgam um ainda apaixonado, mas eu teimo em dizer que me libertei da paixão.
Não da paixão pela vida. Ainda sou um apaixonado. Apaixonado por um bom livro, por uma boa música, por uma boa amizade e uma boa risada.
Aí me perguntam o porquê de eu falar tanto nela, de comparar pessoas e gestos, de parecer ainda um apaixonado.
Eu respondo: A minha paixão não é por ela, é pela lembrança daquele tempo em que eu era apaixonado e, escolhendo ou não, ela estava presente.
São gestos inocentes que lembrando me fazem bem.
É o beijo no olho, a risada alta.
Foi o abraço apertado; o choro da despedida.
Era o bilhete na geladeira, o café da manhã em silêncio.

E hoje me perguntam o porquê de eu ser tão exigente.
É para ter mais lembranças. Só pra isso.

2 de abril de 2010

Matéria

Achava que éramos perfeitos. Que nada nos abalaria e que nossas semelhanças só nos fortaleceriam.
Destruímos o “os opostos se atraem”. Nossa igualdade era absurda.
Nos misturamos. Nos tornamos um só; o único problema foi o tipo da mistura: heterogênea.
Estávamos no mesmo recipiente, mas eu era o óleo, você era a água.
Decidi sair da química, estava ficando arriscado.
Entrei na matemática. Não ajudou muito, virei a incógnita da sua fração. Entrei em desespero, não estava conseguindo ficar do seu lado, tinha sempre alguma coisa me tirando de perto, me afastando, nos dividindo em lados opostos.
Corri! Mudei de matéria, tentei alternativas, mas tudo era inútil.
Até na gramática, que eu julgava um lugar seguro, não teve jeito: eu, o hiato, estava lá!
Abandonamos o curso, desistimos de insistir no que era incerto.


Sua ausência está presente nas minhas aulas.

incubus: oil and water.
http://www.youtube.com/watch#!v=7SF9b5QgMCs&feature=related

tentei postar o video, mas só da erro.


20 de março de 2010

A amizade é uma coisa boa

00h 32m
O telefone toca:
-O que você quer a essa hora?
-O que você tem?
-como assim o que eu tenho? Não tenho nada!
-Por que você está mentindo?
-Por que acha que estou mentindo?
-Eu não acho, eu sei. Agora me responda: O que você tem?
-Não tenho nada, e se tivesse eu não contaria, e se eu contasse você não entenderia.
-Ta me chamando de estúpido e insensível?
-Não! Não é isso, é que... Como posso dizer... Ah, é meio complicado, você nunca entende, deixa quieto.
- Ta me chamando de estúpido de novo.
-Não! É que eu tenho vergonha, e tenho certeza que você irá rir.
- alguma vez eu ri de você?
- Ahan.
- Tá, mas aquela vez que você chorou assistindo "O Rei Leão" não conta. Todo mundo riu, eu só não quis parecer chato.
-Sei. Você foi o que mais despejou comentários maldosos.
-Tá bom, tá bom. Eu ri uma vez sim, idaí? Você também já riu de mim, e foi bem mais de uma vez, então estamos tecnicamente quites.
-Certo, já que estamos quites eu não posso te contar o que tenho, pois se eu contar você vai rir e vai desempatar, e eu não quero isso.
-Prometo que desta vez não dou nenhuma risadinha. Pelo jeito que você está falando, o negócio deve ser sério.
- E é sério, aliás, é muito sério.
-Então conta logo! To ficando aflito já.
-Tá, mas promete primeiro
-Prometer o quê?
- Que não vai rir, animal!
-Ah sim, claro, como não. Eu prometo que não vou rir do seu assunto super sério que você está prestes a me contar.
-Palavra de homem?
-Palavra de homem e de escoteiro.
-Tudo bem então, é o seguinte: é um trauma que eu tenho desde pequeno, ou sei lá se posso chamar de trauma; talvez seja uma síndrome.
- síndrome de quê?
-Cala boca e escuta. Eu não sei por que acontece isso comigo, mas me dá umas tremedeiras, uma angústia e um desespero e...
-Puta merda!! Tu ta com depressão, velho! Cara!! Precisamos ligar para uma terapeuta urgente. Por que não me disse logo? É tão simples fal...
- JÁ DISSE PRA CALAR A BOCA E ESPERAR EU TERMINAR! Não estou com depressão coisa nenhuma, esses sintomas que eu acabei de falar é o que eu sinto quando estou perto de algo que eu tenho muito medo.
-aah, foi mal. Caramba, tu me deu um puta susto. Mas afinal, que coisa é essa?
-É terrível, medonho, gigante, tem bolhas nas costas, olhos esbugalhados e uma língua super venenosa.
-É a sua mãe?
-¬¬º muito engraçado.
-Tá bom, parei. É que eu não resisti, ainda mais quando você falou da língua venenosa e... Tá bom parei. Continue por favor, prometo que fico quieto.
-Enfim, vou falar logo, assim você me deixa em paz.
-Ok, ok. Conte, conte.
-Certo, é que eu tenho medo de sapos.Prontofalei.
-sapos?
-É, sapos.
-Peraí, sapos? Aquele bicho que o Máximo que ele pode fazer em você é um xixizinho?
-Não é apenas isso, ele tem um veneno terrível nas partes laterais do seu corpo; se você pisar em cim...
-HAHAHAHAHAHAHAHA!!!!
-Eeeii, você prometeu. Sabia que eu não podia confiar em você, seu estúpido insensível.
-desculpa, é que hahaha, eu nã...hahaha, resishaha... ti... hahaha, meu... sapos... hahahaha, cara, olha o seu tamanho, hahaha, “ olhos esbugalhados e uma língua super venenosa” hahahaha, ai, ai. Obrigado por alegrar o minha noite. Hahahaha!
-Obrigado por piorar a minha.
-Olha, foi mal. É que eu nunca tinha conhecido ninguém com esse tipo de pânico, eu ri, eu sei, dei mancada, eu deixo você rir quando eu te contar ou fizer algo de errado, mas não fica assim, é só não contar pra ninguém e nem entrar e nenhuma comunidade com o nome “morro de medo de sapos” hahahaha. Tá parei.
-Ok, eu sei que isso é um medo idiota, mas não consigo controlar.
-Espero que não tenha esse medo com mulheres
-Filho da puta! Você sabe da minha dificuldade com as mulheres e fica me zuando. Seu filho vai ser igualzinho, maldito!
-Tá todo fudido, hein.
-Adoro você, sabia? Me ajuda tanto. Vai cursar o que? Psicologia?
-Tá boom, desculpa de novo, é que eu vejo a vida pelo lado engraçado, chorar não adianta, mesmo que muitas vezes seja inevitável, mas não adianta.
-É, você tem razão. Mas e agora, o que você acha que eu posso fazer?
-Sei Lá, isso nunca aconteceu comigo, já pensou em procurar uma terapeuta?
-Não sei por que eu perco meu tempo com você.
-Porque eu sempre te ajudo. Por isso.
- Quer me ajudar? Desliga o telefone. Amanhã é quarta e eu trabalho.
- Eu sei, eu também trabalho
- Ok, então boa noite!
- Boa noite, e não olhe embaixo da cama, pode ter um sapão!
- Seu viado
-Boa noite.


Não troco por nada.

17 de março de 2010

aviso

Tentarei por novidades às terças.
Vida de vestibulando (Grande coisa) não é fácil.

13 de março de 2010

Nostalgia

Você está no abrir da porta da sala, está no final da rua, está na foto em cima da cômoda que eu não tive coragem de rasgar.
Está nas imagens que só eu vejo, no caminho que só eu faço.
Você não me deixa em paz, mesmo sem se quer lembrar-se de mim.
Você me perturba sem falar uma só palavra.
Sua presença me incomoda mesmo estando ausente.
O meu fim-de-semana vazio me destrói. É vazio por não ter você do meu lado, você perto de mim, você no sofá dormindo e eu apenas te olhando.
Olhando as curvas do seu corpo, as imperfeições do seu rosto; o seu nariz fora do padrão; seus olhos de lua.
Eu busco em outras os mesmos aspectos. Busco o jeito de andar com as pernas tortas. Busco a indecisão no olhar. Busco o sorriso escandaloso.
Mas não encontro.
Não precisa se preocupar. Não precisa me ligar e nem me evitar.
É apenas nostalgia.
É apenas saudade da sua respiração no meu rosto, do movimento do seu pé antes de pegar no sono.
Acho que nunca te contei, mas eu sempre esperei você dormir.
Apenas para te olhar, e só.